Várias bandeiras de países em mastros. Várias bandeiras de países em mastros.

Boletim B&T Câmbio – Abril

Por: | 20 de abril de 2023 |

COMERCIAL

Visão de especialista – Super Quarta e as decisões no Brasil e nos EUA 

Conversamos com o especialista, Diego Costa, Head da B&T Câmbio para as regiões Norte e Nordeste, para entender mais sobre o impacto das decisões de juros no Brasil e nos EUA. Confira!

Nesse ano de 2023 teremos ainda quatro decisões de política monetária concomitantes entre Brasil e Estados Unidos, mais conhecida como a Super Quarta. Na última reunião do Fomc havia uma expectativa de avanço de 0,50 pb e a escolha por uma alta de 0,25 pb nos juros foi influenciada pela crise no setor bancário internacional, com representantes das instituições financeiras justificando que seus resultados foram afetados pelas consecutivas altas.

Aqui o Copom manteve a taxa inalterada, ainda observando o controle dos preços e aguardando o texto da nova regra fiscal do país, que substituirá o atual teto de gastos. Essa informação tem impacto direto na imagem que investidores terão do nível de comprometimento do governo com as contas públicas do país.

Essa possível mudança de rota por parte do Fed impacta diretamente as divisas emergentes, um alívio por lá representa maior atratividade para o real, pelo diferencial do prêmio pago nos investimentos e um maior aperto monetário pode gerar uma fuga de capital em busca de proteção. 

Quando se trata de câmbio, projetamos o futuro sem perder o olhar do presente, pois tudo pode mudar muito rapidamente com fatores que transcendem a economia, aqui a política recorrentemente contribui para um ambiente de maior incerteza e volatilidade. 

É preciso continuar monitorando a evolução dos indicadores, que poderão dar maior suporte para um recuo ou avanço nos juros. Por enquanto, no Brasil é esperado que a Selic recue e encerre o ano com 12,75% e nos EUA deve ficar na faixa dos 4,75% e 5%.

Leia também: O que muda com a nova lei cambial?

TURISMO

Argentina aposta em “Dólar Malbec” com foco na exportação de vinhos

A Argentina criou uma nova taxa de câmbio: o “Dólar Malbec”. Em referência ao tipo de uva mais usado para produção de vinhos no país, a medida surge como uma tentativa de aumentar a competitividade do vinho argentino. A ideia é recuperar a exportação e os mercados, uma vez que nossos “hermanos” perderam vinhas pela condição climática que afetou o país e provocou quedas financeiras no setor.

Tulio Portella, Diretor Comercial e Varejo da B&T, explica que a medida para o setor de câmbio é interessante porque promove um aumento de intenção de produtores argentinos em relação à exportação. A nova cotação pode, inclusive, gerar uma redução do custo final para o consumidor brasileiro, já que os valores na cadeia de operações podem ser reduzidos. A medida entrou em vigor no dia 1º de abril.  

A estratégia de uma nova taxa de câmbio já vem sendo usada com certa frequência pelo governo. Atualmente, a Argentina tem 16 variações cambiais com nomes como “Dólar Coldplay” e “Dólar Netflix”. 

Isso se relaciona com a política econômica adotada para conter a compra de dólares e mantê-los no país, visto a carência da moeda americana na Argentina. Somente alguns setores têm permissão para comprar o dólar oficial em uma cotação de 200 pesos. Para pessoas físicas o valor é limitado a US$ 200 por mês. No entanto, o  ‘Dólar Blue’‘, cotação ilegal do mercado paralelo, circula com frequência, inclusive em casas de câmbio especializadas. “É importante sempre fazer as trocas cambiais em lojas especializadas, legalizadas. É possível usar o papel moeda, cartão pré-pago ou contas digitais, para estar preparado para lidar com eventuais problemas”, explica Paulo Victor Pereira, Gestor de Varejo da Europa Câmbio. 

Moedas estrangeiras no Carnaval 2023: euro teve maior compra na Quarta-Feira de Cinzas com 240% de crescimento

2023 marcou a volta oficial do Carnaval depois de 3 anos. Durante a época que antecedeu a comemoração, a Europa Câmbio divulgou um levantamento sobre o perfil dos estrangeiros que mais gastaram e visitaram suas casas de câmbio com base no último Carnaval antes da pandemia, em 2020.

Dados internos mostram que este ano americanos e europeus foram as nacionalidades que mais visitaram o Brasil para festejar o Carnaval, assim como em 2020, sendo o dólar e o euro as moedas mais transacionadas. Em 2020, a maior compra de dólar aconteceu no sábado de Carnaval, no dia 22 fevereiro. Já em 2023, o dia 17 de fevereiro, três dias antes do feriado, foi quando houve mais negociações da moeda, um crescimento de 29%.

Em 2020, a maior compra de euro, no recorte do carnaval, ocorreu um dia antes da folia, na quinta-feira, 20 de fevereiro, enquanto em 2023 ocorreu na Quarta-feira de Cinzas, com crescimento de 240%. A média de idade de quem trocou a moeda europeia em fevereiro foi de 46 anos e a dos americanos foi de 47 anos.

 

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